25 abril 2006
E o Leão de Merda vai para...
Enquanto buscava uma alternativa, dei te cara com o Leão Lobo, vestido de Smoking, todo penteadinho, com gumex, daquele jeitinho que você já deve ter imaginado. Por algum motivo espiritual, meu dedo demorou a atingir o botão de passar para o canal seguinte, e acabei assistindo por tempo mais do que suficiente o programa dele.
Na verdade, ele estava apresentando um programa especial, onde ele entregava o troféu "Leão de Ouro". O Cenário era podre, com cornetas dos temos das cavalarias anunciando os vencedores dos prêmios, uma breguisse só. Em menos de 5 minutos, ele entregou o "Leão de Ouro" de "Melhor Picolé de Xuxu" para Sandy, e o de "Maior medo de flash" para Murilo Benicio.
Bom, o prêmio da Sandy não teve muita explicação. É ela e pronto. HA - HA - HA. Mas o do Murilo Benício sim, teve explicação. Quando um repórter da Bandeirantes perguntou quando seria o batizado do filho dele, ele respondeu, que não contaria nada aos repórteres. Fala sério. Eu teria dado resposta muito mais pesada que essa. Ninguém tem a obrigação de ficar esfregando os filhos nas câmeras, como a Xuxa adora fazer com a Sasha.
Tem um monte de repórteres, revistas e apresentadores de TV que tem como única vocação profissional falar mal de celebridade. E o Leão Lobo é o pior de todos. Na boa, pra mim, recalque puro.
Assim sendo, na qualidade de ninguém que sou, assim como ele é, tenho a honra de entregar o prêmio de "Leão de Merda" ao Sr. Leão Lobo. Passa lá em casa pra pegar, passa?
24 abril 2006
A guerra das tábuas
Mas é claro que as mulheres acabam sempre ganhando, enquanto nós homens se tornam escravos desta infeliz rotina. Mas quem acha que essa guerra é travada apenas entre homens e mulheres, está muito enganado.
Recentemente tenho enfrentado uma árdua batalha contra o sanitário do lugar onde eu trabalho. Pombas, se devemos levantar a tábua para fazer o que precisamos, o que fazer quando ela não quer ficar parada? O que é isso? Um complô? Não basta aceitar o fardo de levantar a bendita, ela ainda se nega e ficar no lugar? Começa então aquela briga, onde usando 1 mão, é preciso realizar todo aquele ritual que normalmente é feito com as duas. Isso não é justo.
Mas enfim, eu virei o jogo, e estou vencendo esta batalha. É simples! E prestem atenção, pois um dia você pode precisar desta técnica:
1- Levante a tábua, e verifique a estabilidade da mesma. Cuidado! Ela pode fingir ficar parada, e resolver descer no meio do procedimento. Isso não seria bom;
2- Uma vez percebida a intenção da tábua em dificultar a sua vida, procure por papel toalha pelo banheiro. Não serve nada de pano, tem que ser papel. Pode ser papel higiênico, mas isso pode complicar um pouquinho;
3- Pegue o papel toalha, 1 folha basta, e dobre-a ao meio, e dobre de novo, e de novo, até transformar-se em um pequeno quadrado pequeno;
4- Tente encaixar o papel dobrado por baixo da dobradiça da tábua. Se o quadrado estiver grosso demais, ou fino demais, ajuste o tamanho do papel, dobrando novamente, ou desdobrando 1 ou 2 vezes, até que o quadrado se encaixe embaixo da dobradiça;
5- Uma vez que o papel for encaixado, verifique a estabilidade da tábua. Se sentir que ela ainda pode desabar, retire o papel e volte ao passo 4;
6- Quando terminar de realizar o procedimento principal, retire o papel dobrado, e jogue na lixeira. DICA: Tente jogar no fundo da lixeira, pois você não vai querer pessoas perguntando por aí o motivo de haver quadradinhos de papel na lixeira. Não jogue no sanitário, pois pode entupir o mesmo.
7- Não esqueça de baixar a tábua quando sair, e de lavar as mãos.
E assim, ganhamos uma batalha, mas a guerra certamente ainda não acabou.
20 abril 2006
Novos Ares, com cheirinho fétido
Ipanema é um bairro muito agradável. Pessoas bonitas andam pelas ruas, as pessoas são mais felizes, enfim, o clima é outro.
Mas não importa onde você esteja, a não ser que fora do planeta Terra, sempre vai ter gente pra falar besteira perto de você. O que, por um lado, é bom, já que uma grande parte dos meus posts vinham deste tipo de pessoas frequentadoras do centro.
Andando em direção ao ponto de ônibus, passei por duas criaturas tendo uma conversa deliciosa:
-Monga: "Eu não estava com uma solitária. Eu estava mesmo é com uma Anaconda!"
Preciso dizer mais alguma coisa?
12 abril 2006
Nosso Fala-Merdinha Global
Jogo do Fluminense pela Copa do Brasil. Nosso amigo Luiz Roberto, claro, narrando o jogo. Já viu, né?
Lá pelo meio do jogo, peguei no ar ele falando alguma coisa sobre o "bico DA bola". Veja bem, não foi dado um "bico NA bola". Ele estava falando sobre o "bico DA bola". Eu sempre achei que a bola fosse esférica, e por este motivo não seria possível existir um bico.
Mas vai lá. Eu estava distraído, vai ver que eu entendi errado. Mas ele não consegue ficar sem falar besteira até o final do jogo.
E lá foi ele de novo. No finalzinho do jogo, estavam falando das estatísticas (faltas, chutes a gol, sei lá), e aparentemente, um time terminou com o dobro do outro. Vamos considerar que a questão era relativa ao número de chutes a gol. O comentário foi assim:
- Fala-Merdinha: "O Vila Nova chutou a gol a metade do que chutou o Fluminense, 7 chutes. E o Fluminense, como queira, chutou o dobro do Vila Nova, 14 chutes. Quer dizer, os times chutaram a metade e o dobro em relação um ao outro."
Caramba. O cara precisou dessa frase toda pra dizer que "O Fluminense chutou 14 bolas e o Vila nova chutou 7 bolas ao gol". Fiquei imaginando um professor de matemática dando aula:
- Professor: "Pedro tem a metade de laranjas de João, e João tem o dobro de laranjas de Pedro. Na verdade eles têm a metade e o dobro um do outro respectivamente."
Coitados dos alunos.
10 abril 2006
E na fila do banco...
Sim, eu ainda vou ao banco. E sim, os esquisitos e dementes também.
Como de costume, a fila do Itaú que fica perto de casa estava gigante, e ainda como de costume, pessoas guardavam lugar para outras que tentavam resolver outros problemas para ganhar tempo. Com uma fila daquele tamanho, dá para entender.
Quando uma dessas pessoas voltou, posicionou-se à frente da senhora que guardava seu lugar. Conversaram alguma coisa que não entendi, e pesquei 2 frases:
- A que guardava o lugar: "...Seria a oitava...";
- A que acabara de chegar: "... Lá tem MENAS pessoas";
- A que guardava o lugar: "é, vamos ver";
Aí eu entendi o que estava se passando. Além ter guardado lugar para uma semi-analfabeta, esta senhora havia guardado um lugar também na fila de idosos.
Então vamos por partes. Em primeiro lugar, eu sei que muitas pessoas não tiveram a chance de estudar, por uma série de motivos. Mas pombas... MENAS é sacanagem. Dói no ouvido. E o pior é que muitas pessoas que falam assim, sabem que estão erradas, e falam assim por hobby. Em segundo lugar, guardar lugar em 2 filas é mais sacanagem ainda. Tudo bem que a fila dos idosos estava grande, mas ficar guardando lugar nas 2 filas é demais. Escolhe uma e vai.
Mas então veio o castigo. A senhora que guardara o lugar para a semi-analfa, pediu para a mesma guardar o seu lugar, pois queria conversar com a gerente. Nesse momento, ela tinha lugar guardado nas duas filas, e não estava em nenhuma delas. Chegou a minha vez, paguei as minhas contas (ai o meu bolso), e quando me virei para ir embora, dei de cara com a senhora abusada fazendo cara de "Hein? Naondi?", completamente perdida. O motivo? As duas pessoas que guardavam seus lugares nas duas filas já haviam sido atendidas, e ela, que queria muito, ficou sem nada. Nem fiquei para ver o desfecho, mas valeu o castigo.
Murphy as vezes trabalha para o bem!
05 abril 2006
A lógica sem lógica
Tenho que confessar que não entendo a lógica de algumas atitudes dos nossos queridos políticos.
Essa semana, ficou pronto o relatório final da CPI dos Correios, que confirma a existência do mensalão, e pede a cassação do mandato de vários deputados. O problema é que o Governo não quer a inclusão da palavra "Mensalão" nesse relatório. Peraí: O Governo tem direito de querer alguma coisa? Além de tentar impedir de qualquer maneira a CPI dos correios, agora quer mudar o relatório final? Se fosse apenas o fato de "querer", não haveria problema. O problema existe quando começa a surgir um acordo entre governo e oposição, que garante a inclusão do termo "mensalão" se alguns nomes de deputados forem retirados da lista de indicados à cassação.
Sinceramente, eu achava que bastava ser culpado, e a CPI provar isso, para sua cassação fosse votada em plenário. Mas a verdade é outra. A verdade é que todos são inocentes, e no jogo de interesses entre o governo e a oposição, algumas peças são sacrificadas em uma justiça "para inglês ver". Ou será que alguma lei diz que contrariar o governo inocenta determinados deputados?
Mas tudo bem. Vamos aceitar que o acordo (ou a pseudo lei) exista, e que para incluir a palavra "Mensalão" no relatório final da CPI dos correios absolva, digamos, 10 deputados. Como são escolhidos os 10 sortudos que escaparão impune? Sorteio pela loteria federal? Vão rifar 10 absolvições? Serão salvos os 10 mais velhos? Os 10 mais novos? Os 10 com maior número de mandatos? Ou com menor número? Os que receberam mais dinheiro do "Valerioduto"? Ou os que receberam menos? Ou quem sabe aqueles que votam sempre com o governo?
A verdade é que cada vez é mais evidente que os escolhidos pelo povo, para defender o povo, trabalham cada vez menos pelo povo, e cada vez mais por interesses políticos.
E uma pergunta fica impregnando minha cabeça. Se é para ser assim, CPI pra que?