09 junho 2010
Na calada da noite
Deixei ele se alimentar primeiro. Não havia pressa, vingança é um prato que se come frio de qualquer maneira. Fechei os olhos e tentei ignorar a sua existência por alguns minutos, mas podia sentir sua presença ao meu redor, se achando o dono, o chefe, o rei do lugar, mas quem manda aqui sou eu. Essa área é minha. Isso vai ter que acabar. Senti a raiva crescendo dentro de mim, já podia visualizar o desfecho da noite, mas eu precisava ser rápido, precisava ser preciso. Quando dei por mim, minhas mãos já cobriam seu corpo, esmagando-o, e deixando-o seu corpo sem vida sobre minha mesa. Com o pernilongo morto, pude dormir tranquilamente.
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