30 novembro 2006

Conversão de gás: Uma aventura no inferno.

Ontem chegou a minha vez. A CEG (companhia de gás do Rio de Janeiro) apareceu para converter o gás do meu prédio para gás natural. Começou o meu dia 1 em casa sem ir ao trabalho. Como grande parte do que preciso fazer me exige apenas internet, deu para trabalhar em casa.

- Dia 1:

8:00. Toca a campainha, vem o primeiro funcionário da CEG. Olhou tudo, e saiu.

13:00. Aparece o segundo funcionário. Olha tudo novamente, mas desta vez, faz anotações. Anotou tudo, e saiu.

16:00. Surge então o terceiro e último funcionário. Em 10 minutos, a conversão do fogão está feita, mas tem um problema: Está vazando gás. Pronto, o registro de gás foi lacrado. Vendo o quanto fiquei irritado, o funcionário resolve 'adiantar o meu lado', e resolve fazer a conversão do aquecedor, que seria feita apenas hoje. Mais 10 minutos, e a conversão está feita. Mas temos outro problema: Também está vazando gás pelo aquecedor. Conclusão: Lacre no registro do aquecedor.

18:00. O funcionário da CEG me informa pelo interfone que todos os testes foram feitos, e está tudo liberado. Quem se importa? Meu fogão e aquecedor estão lacrados!!!!

18:30. Liguei para a S.O.S. Catete, que faz de tudo 24 horas por dia. Explico o problema, e eles enviam o técnico para solucionar o vazamento. Se é que aquilo pode ser chamado de técnico, claro.

19:00. Para resumir, o "técnico" acha que conter vazamento é apertar porca. Apertou tudo o que encontrou pela frente (o que devia e o que não devia) e além de não conseguir acabar com o vazamento do aquecedor, não conseguiu montar o meu fogão que ele havia desmontado. E ainda me cobrou 80 pratas!!!! É claro que eu disse que não pagaria isso, e como ele me disse pra pagar então o que eu julgava ser justo pelo serviço dele, ofereci 14 reais (tudo o que eu tinha na carteira), e ele ainda achou ruim. Foi embora berrando pelos corredores do prédio.

19:30. Liga o dono da S.O.S. Catete, perguntando o que aconteceu. Depois de informar tudo o que o imbecil havia feito, o camarada perguntou se eu gostaria de uma segunda avaliação. Fala sério... Nem de graça. Tenha uma boa noite.

20:00. Não tenho fogão nem aquecedor para usar.

- Dia 2:

8:00. Ligo para uma empresa especializada em aquecedores e fogões que havia feito a revisão do meu aquecedor (Eu sei. Deveria ter sido minha primeira opção). A atendente diz que os atendimentos do dia já haviam sido preparados, mas que falaria com o técnico que atende os clientes da área onde moro, para saber se havia como ele vir aqui. Dispensável dizer que implorei por uma visita.

8:30. Sem resposta, volto a ligar para a empresa, para saber se eu teria que faltar ao trabalho novamente e teria o meu gás de volta, ou iria trabalhar, e voltaria de noite para casa sabendo que o banho seria frio e a comida também. A atendente me informa que conseguiu me incluir na programação do técnico, mas que não havia como saber o horário que ele viria.

9:00. Aviso no trabalho que não vou trabalhar (de novo).

14:00. Chega o técnico, e começa a trabalhar.

15:00. Os vazamentos foram contidos, meu fogão foi remontado, e o melhor: Paguei o mesmo preço que o imbecil queria me cobrar no dia anterior, só que agora, com garantia e nota!

15:30. Aprendendo uma importante lição: S.O.S. Catete, nunca mais!

06 novembro 2006

Frases perdidas

Desci para fumar um cigarro e ouvi o seguinte diálogo entre duas mulheres que passaram correndo por mim:


-"O sinal vai abrir, menina.";

-"Não vai nada, o sinal está fechado...";

Perceba... O único estado de um sinal de trânsito que possibilita passar para aberto, é o fechado. Então, como ele está fechado, obviamente ele vai abrir, mesmo que demore. Mas segundo a nossa amiga, este sinal nunca mais abrirá.

É cada uma, viu?

29 outubro 2006

Ah, eu já sabia!!!

Cara, eu sabia que isso ia acontecer. Bastou sair a primeira parcial da eleição para presidente, que os petistas saíram da toca. Por conta disso, estou a 3 horas ouvindo: "A voz de Deus é a voz do povo, olha o Lula lá de novo! É o Lula de novo, com a força do povo.". Um carro de som está embaixo do meu prédio, fazendo uma bagunça, e claro, incomodando as outras pessoas. Por que as pessoas fazem isso? Por que, para comemorar uma vitória, elas precisam enfiar essa conquista goela abaixo de todos os outros? Duvido que se o Alckmin tivesse ganhado, teria carro de som na rua fazendo essa zona. Mas é assim mesmo. Tem que agüentar, ou mudar de país. O problema é que existem pessoas intolerantes, como eles próprios. O som incomoda, e por isso, alguém começou a jogar bolinhas de gude lá embaixo. Aí começa aquele discurso chato: "Todo dia a gente lê no jornal que alguém morreu com uma bala perdida, e tem alguém querendo matar trabalhador com bolinha de gude. Para com isso, companheiro". Só que eles não conseguem esconder a sua própria intolerância por muito tempo, e logo em seguida bradou: "Se acertar alguém aqui de novo, o tempo vai fechar aqui!". Pronto. Agora sim! Todos provando do seu próprio veneno. E o pior... O camarada no microfone ameaçou chamar a polícia se alguém jogasse outra bolinha. Não precisa esperar... eu já chamei.

As aventuras de Judas Cordeiro Episódio III: Meus amigos me acham demais!


Judas Cordeiro estava em companhia de 3 amigos, e disparou: "O sistema não funciona!".

Antes ele estivesse reclamando do sistema da intranet dele, mas não. Antes ele soubesse exatamente o que não funciona, mas não. Ele só estava usando uma frase de impacto para impressionar os amigos. Essa é uma frase muito usada em filmes, para resumir que "está tudo errado nesse país", mas na realidade, não significa muita coisa. O que está errado? O Presidente? A política social? A política econômica? Os ministros? É claro que ele não sabe, e sequer pensou nisso. Mas soltar essa frase para outras pessoas de mente fraca acaba causando uma impressão de inteligência.

Mas não parou por aí. Judas Cordeiro soltou outra: "Sabe o que é podre? Dinheiro, cara. Dinheiro é podre!". Isso é muito fácil de falar quando você está sentado em um restaurante caro, enquanto pessoas passam fome. É aquele famoso papinho socialista/comunista/Lulista, que também não quer dizer nada. Seguinte, Cordeiro: não gosta de dinheiro? Dá pra mim, que eu tô precisando. Quanto ao seu discurso, melhor criar o seu, e parar de repetir o que ouve, sem saber o que significa, como um papagaio

De onde viemos? Para onde vamos?

Esta não é uma pergunta filosófica, tampouco uma que tente explicar a origem e expansão do universo. Também não é uma pergunta religiosa, ou uma que busca a origem e a evolução da vida na terra. E de forma alguma é uma pergunta cuja resposta seja uma aula a uma criança de como nascem os bebes. Esta é, sim, uma pergunta social.

A cada dia, cada mês, cada ano que se passa, mais eu vejo as pessoas caminharem de mãos dadas, não em direção a uma vida melhor, mas a uma crise social. O jeitinho brasileiro nunca foi tão presente na vida das pessoas, e nunca o eu foi tão mais importante do que o próximo. Não sou nenhum socialista/anarquista que espere divisão igualitária de renda e trabalho, mas o mínimo está faltando às pessoas: Respeito.

Minha mãe me ensinou que o nosso direito termina onde começa o direito do próximo, e se o nosso direito interfere no de outra pessoa, algo está errado. Infelizmente minha mãe foi uma das poucas a tentar ensinar isso a seus filhos, ou eu fui um dos poucos que aprendi alguma coisa. Abaixo apresento as provas que fortalecem a minha tese de que uma crise social se aproxima, com velocidade incerta, caminhos imprecisos e conclusão imprevisível.

Caso 1: Onde termina o direito de usar a buzina.

Eu moro em uma rua pequena, mas que apesar disso, apresente um tráfego relativamente grande, por ser usada como retorno por muitos motoristas. Ela faz esquina com outra rua de grande tráfego, o que provoca pequenos congestionamentos, e faz com que o sinal demore um pouco para abrir, e com isso, aparece o problema da buzina. Motoristas usam este recurso como querem, sem lembrar que pessoas moram naquela rua, que pessoas dormem, e que especialmente naquela rua, vivem muitas pessoas idosas. Não importa a hora, dia ou noite, basta o sinal ficar verde, que imediatamente o cidadão enfia a mão na buzina sem respirar, como se os carros da frente fosse desaparecer para que ele passe sossegado. Alguns débeis mentais chegam ao ponto de apertar a buzina antes mesmo de seu carro parar, só de ver que o sinal ficou verde ou algum carro à sua frente não está andando. Paciência! Pra mim e para eles! Outra coisa irritante é o uso da buzina para chamar pessoas, porteiros, etc. Algumas bestas param o carro, 11 horas da noite, meia-noite, e ficam tocando a buzina pra alguém descer, ou chamar o porteiro, e esquecem que pessoas já estão dormindo, descansando, se preparando para a saga do dia seguinte. Eu recentemente iniciei uma revolta na minha rua. Quando esses buzineiros sem mãe começam a fazer seu escândalo, costumo, em dias de péssimo humor, chegar à janela e gritar para que "façam coisas feias" com a buzina. Aparentemente alguns moradores da rua gostaram da iniciativa, pois ultimamente, quando os buzineiros aparecem, uma gritaria incrível se ouve na rua, o que tem inibido alguns delinqüentes motorizados. Melhor assim...

Caso 2: Quem vai chegar primeiro?

Existe uma corrida impressionante na saída da estação final do metrô, onde passo diariamente, para ver quem tira primeiro o pai da forca ou a mãe sei lá de onde. Basta a porta abrir para muitos saírem empurrando os outros, se apertando para entrarem juntos na escada rolante, e não querem nem saber de quem está na frente. Pedir desculpas então seria ridículo. O Importante é eu chegar na frente, já que é o que eu quero, e que se dane quem ficou pra trás, quem está sendo empurrado, homem, mulher, criança ou idoso. O que importa sou eu. O resto é resto. E assim caminha a humanidade...

Novos casos virão, aguarde...

16 outubro 2006

As aventuras de Judas Cordeiro Episódio II: Eu tô em casa.

Judas Cordeiro sentou-se, colocou os pezinhos no móvel que estava na sua frente, e ao som da música que tocava, dançava com eles pra lá em pra cá. Não, ele não estava em casa. Nem na dele, nem de outra pessoa. Estava em um cinema, e o móvel da frente era uma poltrona. Não interessa que não haja ninguém na frente. É uma poltrona. Não é pra colocar os pezinhos, é pra sentar. Mas não adianta. Judas não tá nem aí. Ele se sentiu em casa, e tratou de agir como ele deve agir no chiqueirinho dele.

12 outubro 2006

As aventuras de Judas Cordeiro Episódio I: Meu som é melhor que o seu.

Judas Cordeiro acordou querendo. Aproveitou o feriadão, e ligou o som do seu carro, com autofalantes de mala, em frente ao bar, que é claro, fica aqui embaixo do meu prédio. Eram 9 horas da manhã. E daí que era feriado, e as pessoas estavam dormindo? E daí que, depois de acordados pelo seu barulho, as pessoas quisessem ouvir o som que saia de suas TVs, e só conseguiam ouvir o que vinha da rua? E daí se moram muitos idosos no meu prédio, assim como nos prédios vizinhos? Nada disso importa. O que importa é que Judas Cordeiro queria ouvir seu som aos berros, bebendo cerveja, às 9 horas da manhã. É claro que eu fui acordado pelo barulho. É claro que eu não conseguia ouvir a minha própria TV. É claro que eu chamei a polícia. Já fui logo dizendo ao policial que atendeu a minha ligação, antes que ele falasse que a lei do silêncio só começa as 22:00, que o direito do Judas de ouvir música, não pode ser maior do que o meu direito de assistir TV em casa. 20 minutos depois, uma patrulha passou e Judas baixou o som. Como sua idade mental é de 10 anos, se tanto, assim que a patrulha deixou o local, o Sr. Cordeiro aumentou de novo seu volume por 5 minutos, depois se mandou, provavelmente pensando: "Hehehe. Sacaneei".

09 setembro 2006

Back, maybe for good

Olá... Faz tempo que não apareço por aqui. Deixa eu te contar... Sim, é aquela desculpa do trabalho. Tenho trabalhado feito louco, atá tarde, incluindo finais de semana, mas tudo por uma boa causa. Lançamos o site novo da empresa onde trabalho. Agora era o momento de fazer a propaganda, e colocar aqui o endereço. Sabe, estou com uma crise de identidade. Quando iniciei esse blog, a ideia era de um total anônimo reclamando de tudo. Isso já não é verdade, já que a maioria das pessoas que acessam aqui sabem quem sou eu, pois são meus amigos. Além disso, no site onde trabalho, está cadastrado o endereço do blog. Então, vamos acabar com a palhaçada. Vai lá e dá uma olhada no site novo do Bolsa de mulher. Sim, por causa dele, não tenho aparecido. Mas, como eu disse, foi por uma boa causa. O site novo entrou no ar, com funcionalidades novas, e agora é possível adicionar amigos, enviar recados, etc. É o início de uma comunidade, que ainda vai crescer muito. É gostoso ver algo que saiu dos batuques dos seus próprios dedos no teclado ser usado por tanta gente. Por isso, vai lá e dá uma forcinha, ok?

01 agosto 2006

'Porra' talk

Tem gente que é viciado nessa palavra. Apesar de entender que isto muitas vezes é um vício de linguagem da pessoa, há momentos em que se deve controlar coisas desse tipo. O problema é que essas pessoas nem sentem que essas palavras saem de suas bocas com tanta frequência, e acabam sendo ouvidas soltando vários 'porras' a clientes, por exemplo. Se eu já me sinto constrangido só de estar perto, fico imaginando se eu fosse um cliente, um parceiro, e ouvisse essa enxurrada pelo telefone. Sinceramente? Dá vontade de soltar aquela piadinha infame... mas eu não vou repetir ela aqui. :p

27 julho 2006

Quem precisa da internet?

Provavelmente a minha resposta seria: "Muita gente, menos cineastas, músicos e fotógrafos".
Em comercial para TV de um provedor de banda larga, representantes destas três categorias dão seu testemunho:

- "Eu sou fotógrafo, e com o Mega-Ultra-Max-Hyper-Sensational acesso eu baixo fotos com muita facilidade!";
Obs1: E precisa de banda larga pra isso? Eu baixava fotos de acesso discado!
- "Eu sou cineasta, e com Mega-Max-Super-Ultra acesso eu vejo trailers na internet em alta resolução!";
Obs2: Pra um cineasta a internet só serve pra ver trailers Hollywoodianos?
- "Eu sou Músico, e com o Mega-Super-Ultra-Powerful-Sensational acesso eu baixo álbuns inteiros em minutos!".
Obs3: Isso é chamado "Pirataria", sabia? É crime!

- "Eu sou vagabundo, e com o meu Mega-Max-Super-Ultra-Hyper-Powerful-Sensational acesso eu faço tudo isso que eles disseram, e ainda jogam online";
Obs4: O vagabundo usa o mesmo acesso que os profissionais usam, e parece achar algo bem normal.

Conclusão: Em resposta à pergunta "Quem precisa da internet?", talvez a melhor seja:

"Os Vagabundos".

ÔÔÔÔÔÔÔÔ... Vice de novo!!!!!

Sem mais para o momento.

19 julho 2006

Enquanto isso, Em Smartisland...

Estou mantendo contato com uma empresa que terceiriza projetos voltados para programação, e me interessei pelos projetos em PHP que ele viesse a desenvolver.

Depois de alguns emails, no qual ele me passou um projeto para desenvolvimento de um pequeno sistema, respondi concordando com os valores e com o prazo, e aceitando o projeto, e aproveitei para perguntar como seria feito o pagamento, e como se daria o andamento do projeto.

A partir de então, não recebi mais notícias dele. Um belo dia, resolvi enviar outro email informando que ainda aguardava uma resposta dele, e ele informou que estava aguardando uma resposta minha sobre a forma de pagamento. Comecei a achar que havia algum problema com o meu email. Entrei em contato novamente, dizendo que não havia recebido o email dele, e solicitei para que ele o reenviasse. Novo silêncio do outro lado da linha.

Depois de um tempo, resolvi entrar novamente em contato com ele, e disponibilizei um novo endereço eletrônico para ele usar para nossa comunicação. Um email do UOL certamente não "sumiria" com os emails que ele estava me enviando. Felizmente eu recebi sua resposta, na qual ele dizia que aquele projeto já havia sido entregue a outra pessoa, e perguntou se eu desejava receber a lista de projetos que ele possuía em aberto. Respondi dizendo que sim, afinal, a grana tá muito curta. Mas, novamente, silêncio do outro lado da linha.

Acabei de mandar o último email pra ele. Não vou mais ficar nessa loucura, pois sei que se um dia em conseguir começar um projeto dele, grandes são a possibilidades de novo silêncio na hora de pagar. Tô fora!

Castigo? Praga? Assim não dá...

Um amigo ligou semana passada, dizendo que a empresa onde ele trabalha precisava mudar o site, e queria um projeto meu. Fui até lá, conversei com ele e com o responsável técnico, que me explicou de uma forma geral o que eles queriam, e pediram para eu montar um projeto baseado nisso, dando carta branca para usar minha criatividade.

Isso foi numa quinta-feira, e no Domingo, o projeto já estava pronto. (mesmo tendo passado o final de semana com uma gripe medonha). Enviei o projeto para eles, que consistia em uma imagem com o que seria a "cara" do site. Ontem recebi um email desse meu amigo, dizendo que o meu projeto havia sido enviado para um dos diretores da empresa. Isso é bom. Se passou pela área técnica sem nenhum pedido de mudança, e já foi para o diretor, devo ter feito um bom trabalho.

Pouco tempo depois, recebi um email do tal diretor, agradecendo a ajuda que estou prestando à empresa, e informando que o designer da empresa.... (Ponto 1: Se eles têm um designer, pq eu fui chamado para criar o design do site???)... desenvolveu uma proposta de cara nova para o site... (Ponto 2: Hein??? Eu não fui chamado exatamente pra isso????)... e que esta cara nova independia dos planos que a área técnica havia conversado comigo. (Ponto 3: Independe? Mas eles me pediram exatamente pra fazer o site!!!!!!).

Não satisfeito, o diretor ainda enviou em anexo "os primeiros esboços" do site... (Ponto 4: Que esboço? Isso já é o visual pronto!!!!)... e ainda disse: "Espero que você goste". (Ponto 5: Vai pro inferno!).

Claro que, depois de um email desse, o encerramento prometia. Dito e feito: "contamos com você e o seu talento". (Ponto 6: Conta comigo pra fazer o que? Torcer para o site ficar bonito? Vou torcer é para teu HD queimar e você perder tudo, seu mané!).

10 julho 2006

Eu já disse que tá F...?

É... Tá F.... Agora que tenho vários projetos pessoais para colocar em prática, e me empolguei de novo pra voltar a estudar (por conta própria, claro), eu descubri e o buraco é mais embaixo. Tá certo, ele ainda é raso, mas se não tomar cuidado, ele vai aumentar. Sim, grana. A grana não tá dando. Acabei de descobri que já vou fechar o mês no vermelho mesmo que eu não fume até o final do mês. Não é a primeira vez que eu penso em parar de fumar por problema financeiros. (pensei nisso uns 15 dias atrás). Algo tem que mudar rápido. Ou meu emprego me paga melhor, ou eu mudo de emprego, ou os freelas começam a dar certo, senão, esse ano não vai terminar bem...

04 julho 2006

Para o alto, e avante!

Nossa, como deu trabalho. Consegui arrumar o meu computador, finalmente. Tinha mais de 1 GB só de modelos de templates de sites. Muitos em flash, muitos em PSD, e como minha máquina não tá mais dando conta do recado, a cada 5 PSDs que eu editava, um boot era necessário. Eram pelo menos 30 modelos nesse formato, então vocês podem imaginar.

Agora, com tudo arrumado, é hora de colocar a mão na massa. Mas antes, tive que parar para preparar a trilha sonora. Eu tenho várias CDs de MP3, mas todos separados por cantor ou banda, e apenas 2 com músicas variadas. Ou seja, ou eu fico ouvido apenas 2 CDs com as mesmas músicas, ou tenho que escolher um cantor ou banda e ficar ouvido o dia todo. Por isso, noite passada peguei todos os meus CDs de MP3 e copiei para o meu HD as músicas que eu mais gosto de cada 1 deles. Deu 3.34GB. Deixei compactando eles durante a noite (na verdade, reduzindo um pouco a qualidade, para 128 kbps, o que é bom demais), e assim ficou em 3GB. Agora faltam as que eu estou baixando, que eu acabei lembrando durante o processo, e os meus CDs originais. Pretendo resolver isso tudo hoje. Aí é gravar os CDs, e formar a primeira super coletânea de músicas para trabalhar, e deixar uma cópia em DVD. Os CDs ficam para o trabalhar no trabalho, e o DVD fica para trabalhar em casa.

Depois de pronta a trilha sonora, e cair dentro dos projetos. E tenho que correr, pois as idéias estão começando a borbulhar. Claro que tenho anotado tudo, mas quando esses ataques de criatividade me pegam eu começo a ficar ansioso para começar logo. Mas calma, tudo tem seu tempo.

28 junho 2006

Êh vida...

Eu realmente não tenho muito que me queixar da vida. Calma, eu disse que não tenho MUITO, mas tenho.

Estou casado, amo minha esposa, amo meus gatos, meu apartamento é alugado, mas tem tudo que eu preciso. Não tenho luxos, mas tenho Net e Velox. Pode-se dizer que sou pouco exigente.

Mas eu quero mais de algumas coisas. Meu trabalho, por exemplo. Eu adoro a empresa onde trabalho. O clima é ótimo, as pessoas são agradáveis, mas o salário.... eu recebo praticamente como programador júnior. Caramba... 4 anos fazendo a mesma coisa, e sou programador júnior? não dá, né?

Tenho procurado projetos paralelos. Freela de php, de preferência, mas não tá pintando nada. Quando aparece alguma coisa, o projeto não vai pra frente, e quando começa a andar, parece que meu servidor de email resolve bloquear as mensagens sobre o assunto. Tive até que criar uma conta de email em outro provedor pra garantir. Tem que sair alguma coisa qualquer hora dessas!

Fora isso, tenho muitos projetos pessoais, e nenhum em andamento. Por isso, resolvi parar e me organizar. Estou colocando ordem no meu computador em casa, arquivando todos aqueles arquivos texto que eu salvo com alguma anotação, algum telefone, e ficam por lá eternamente em várias pastas diferentes. Quando eu terminar de arrumar tudo, vou começar a estruturar os projetos que eu tenho pra desenvolver. Na verdade, já comecei a colocar no papel (na verdade, em um arquivo texto :p). Assim que tudo estiver arrumado em casa, vou começar a tirar tudo do papel, e implementar.

Alguns dos projetos já foram iniciados, e estão parados, dentre os quais, alguns vão voltar ao zero. Por exemplo, tem o meu site pessoal, onde eu pretendo manter as informações sobre os meus projetos em andamento, além de informações profissionais. Será como um portifólio dos meus trabalhos paralelos. Tem também um projeto de um software para armazenar todas as informações sobre CDs, DVDs, Livros, incluindo o nome das músicas, dos filmes, etc. E o meu toque pessoal, contendo informações de quem pegou o que emprestado (como eu preciso disso!!!!). Este será em visual Basic, uma vez que estou estudando esta linguagem. Se alguém se interessar, vai poder baixar quando estiver pronto.

Outro projeto, que vai ser grande, é o site sobre meu avô. Ele tem uma história muito bonita, e estou começando a arrumar todas as informações que tenho dele em casa, de jornais velhos e outros documentos. Tem também o site do Dark age of camelot, jogo online que eu adoro. Vai ser um site com as informações dos meus personagens, com uma ferramenta em php por trás para facilitar as informações. Além disso, tem o projeto, que na verdade é da minha esposa, e estou ajudando, de um site sobre LOST. Na verdade são vários blogs interligados, com muitas informações que estão sendo coletadas na Net. Este já está em andamento!

E por fim, talvez o meu maior desafio. Um super site sobre a copa do mundo, com informações sobre todos os jogos e resultados de todas as copas, contendo todas as informações que eu puder encontrar.

Bem, é isso. Pelo menos não se pode dizer que eu vivo com a cabeça vazia. Sabe como é, né? Já dizia a mãe-loura: "Mente vazia é oficina do diabo!" (Gente, isso é horrível!!!!).

09 junho 2006

Pensar pra que?

Desci para fumar um cigarro, e fiquei vendo o jogo Equador X Polônia. 5 minutos foram suficientes para ter certeza que a Alemanha não vai ter trabalho para terminar como primeiro do grupo.
Quando estava voltando, apertei o botão de "subir" do elevador. Pode parecer estranho, mas como eu queria subir, achei que não faria sentido apertar o botão de descer. Foi então que chegou um malandrinho com cara de office boy, também conhecido como continuo, ou continum, que apertou o botão de descer. Quando o primeiro dos 2 elevadores chegou, este esperto rapaz ia entrando quando uma pessoa que estava dentro do elevador informou que estava descendo. Naturalmente o malandrinho entrou no elevador, já que ele estava descendo, certo?

Errado. O maleta chegou, viu que o botão de subir já estava apertado, e resolveu apertar o de descer também. Vai saber o motivo. Talvez ele goste de luzes acesas. Talvez ninguém tenha contado pra ele que cada botão tem uma utilidade diferente, ou talvez ele seja simplesmente um babaca. Eu fico com a última opção.

Não dá pra entender essa gente, sabe? Alguém se dá o trabalho de inventar um sistema, com 2 botões, que fazem o elevador parar no sentido em que o botão está apertado, mas o cara resolve ignorar e apertar os 2. Claro, não foi ele que criou o sistema...

Peraí... do que eu estou falado? Essa gente não cria nem juízo.

06 junho 2006

Late Post

Antes tarde do que nunca. Fui almoçar algum tempo atrás com a minha esposa e minha sogra no La Mole do Rio Sul, já que feijoada é o prato do dia aos sábados, e elas estavam loucas por uma. Enquanto aguardávamos na fila, um casal de idosos entrou direto, sem colocar o nome da fila, passando na frente de todos os que lá aguardavam. Quando a recepcionista os abordou, a senhora disse que o marido estava com pneumonia e que não poderia ficar em uma fila. Deixar os idosos passar não seria problema, se outros idosos não estivessem também aguardando. Para piorar a situação, chamamos o gerente, que informou nada poder fazer, mesmo a recepcionista confessando que aquele casal costumava fazer isso frequentemente.

Mas é tão simples... Não atende. Não anota pedido. Deixa o casal na mesa até que todos os que estavam na fila tenham sido atendidos.

Pior que gente mal-educada, é idoso mal-educado, e pior que isso, é gerente banana.

E pra ser ainda pior, às 14:00, a feijoada, prato do dia, havia acabado.

E pra cagar tudo de vez, a comida estava horrível, sem gosto e sem graça.

Tem dia que Murphy faz hora extra.

18 maio 2006

Tá ruim? Pode ficar pior.

Já reclamei muito aqui do Luiz Roberto, nas transmissões futebolísticas da globo. Mas ontem eu comecei a sentir saudades dele.

Assistindo o jogo Fluminense X Vasco no SporTV, um tal de Rob "não sei das contas", soltou as pérolas "Entrar dentro da área" e "DoUze minutos", inseridos cuidadosamente em um mar de "Né?"s.

Gente, não dá. "O Fluminense tem um grande time, né?", "O Fulano não podia ter entrado em campo sem condições, né?". O Tempo todo. Sem parar. Um atrás do outro.

Essas emissoras podiam ter a função SAP para suas transmissões esportivas, tirando a voz do locutor, e deixando apenas o som ambiente. Seria demais!

03 maio 2006

God Bless Cable TV

Mais uma vez, assistindo TV enquanto me arrumava, Ana Maria Braga entrevistava uma senhora que gravava conversas dela com pessoas mortas através de equipamentos de rádio.

Quem viu o filme 'White Noises', sabe bem como funciona, mas no caso desta convidada do 'Mais Você', parece que a tecnologia é um pouco superior. No filme, o protagonista deixa o rádio ou a tv ligados sintonizando apenas estática, gravando tudo em cassete, fita, vhs, etc. Quando ele vai assistir o que foi gravado, ele percebe pessoas já falecidas conversando, ou tentando passar alguma informação.

A versão brasileira deste fenômeno, como a própria especialista exemplificou, funciona como uma 'Rede globo Espiritual'. Isto significa, que lá do outro lado, os falecidos usam o mesmo tipo de equipamento para se comunicarem com o nosso plano. E mais: Existem estações específicas para cada país. Isso mesmo! No caso dela, o rádio está sempre sintonizado na rádio 'Espíritos Tupiniquins'.

Veja bem, eu sou uma pessoa que respeita a religião de todos. Por mais que eu não concorde com algumas, e repudie outras, respeito a liberdade e a fé de cada pessoa que acredita em uma religião específica. Dessa forma, respeito também os espíritas, mas tem coisa que não dá pra engolir mesmo. Uma rede internacional de transmissão espiritual de rádio entre planos, e que usam os mesmo equipamentos que nós? Não dá, né?

A entrevista na verdade servia mais para divulgar o livro da entrevistada, Sonia Rinaldi, "chamado Gravando Vozes do Além". Ela diz que o livro apresenta um passo-a-passo para quem quer se arriscar o ramo do rádio morto-vivo. Juro que dá vontade de comprar só pra ver a baboseira toda e provar que não é sério, mas se você acha que vou gastar o meu dinheiro com isso, 'Think Again'.

Mas, como não poderia ficar calada, Ana Maria Braga encerrou a matéria com uma frase que resumiu tudo:

"É ponderar o imponderável. Ou não!"

02 maio 2006

O 'Fome Zero' do Garotinho

"O Ex-Governador do Rio de Janeiro, e atual primeiro damo do Estado do Rio de Janeiro, iniciou esta semana a maior contribuição já feita ao programa 'Fome Zero'. Com a sua decisão de entrar em greve de fome, Garotinho espera garantir o alimento mensal de 300 famílias".

Não seria ótimo ler uma notícia assim no Jornal? Mesmo sendo o Garotinho, eu seria capaz de aplaudir. Mas isso é algo que você nunca vai ver. Quando o Frei Luiz Flávio Cappio iniciou sua greve de fome, ele acreditava estar fazendo o melhor para o Rio São Francisco e o povo que vive às suas margens. Já a motivação do nosso Ex-Governador, é absolutamente egoísta e pessoal. Ele quer ser tratado igualmente aos outros candidatos.

A comparação é inevitável: De um lado, um Padre, lutando por um dos rios mais importantes do Brasil e seu povo, e do outro, um Político, lutando por ele mesmo. Por que eu não me surpreendo?

É muita palhaçada pro meu gosto. Vai procurar alguma coisa útil pra fazer na vida, pelo povo que te elege, pelas pessoas que você representa. Fazer greve de fome porque está se sentindo injustiçado pela mídia brasileira não dá. E mais... Querer supervisão internacional no processo político eleitoral brasileiro? Um processo eleitoral elogiado no mundo inteiro? Fala sério.

Nossos políticos podem ser até os mais corruptos do mundo, mas nosso processo eleitoral é sério. Denúncias sobre irregularidade no processo eleitorais não são comuns. Dá para contar nos dedos. Deixa ver se me lembro de algum... Hmmm... Ah... Em campos. Eleição para prefeito, impugnada por, entre outras coisas, compra de votos. Agora tenta adivinhar quem é citado na investigação do Ministério público :)

25 abril 2006

E o Leão de Merda vai para...

Hoje saí atrasado de casa, e quando isso acontece, boa coisa não vem. Enquanto esperava minha mulher terminar de se arrumar, lutava arduamente para encontrar qualquer coisa que pudesse substituir a Ana Maria Braga na TV aberta. Mas esta é uma guerra que não se pode vencer.

Enquanto buscava uma alternativa, dei te cara com o Leão Lobo, vestido de Smoking, todo penteadinho, com gumex, daquele jeitinho que você já deve ter imaginado. Por algum motivo espiritual, meu dedo demorou a atingir o botão de passar para o canal seguinte, e acabei assistindo por tempo mais do que suficiente o programa dele.

Na verdade, ele estava apresentando um programa especial, onde ele entregava o troféu "Leão de Ouro". O Cenário era podre, com cornetas dos temos das cavalarias anunciando os vencedores dos prêmios, uma breguisse só. Em menos de 5 minutos, ele entregou o "Leão de Ouro" de "Melhor Picolé de Xuxu" para Sandy, e o de "Maior medo de flash" para Murilo Benicio.

Bom, o prêmio da Sandy não teve muita explicação. É ela e pronto. HA - HA - HA. Mas o do Murilo Benício sim, teve explicação. Quando um repórter da Bandeirantes perguntou quando seria o batizado do filho dele, ele respondeu, que não contaria nada aos repórteres. Fala sério. Eu teria dado resposta muito mais pesada que essa. Ninguém tem a obrigação de ficar esfregando os filhos nas câmeras, como a Xuxa adora fazer com a Sasha.

Tem um monte de repórteres, revistas e apresentadores de TV que tem como única vocação profissional falar mal de celebridade. E o Leão Lobo é o pior de todos. Na boa, pra mim, recalque puro.

Assim sendo, na qualidade de ninguém que sou, assim como ele é, tenho a honra de entregar o prêmio de "Leão de Merda" ao Sr. Leão Lobo. Passa lá em casa pra pegar, passa?

24 abril 2006

A guerra das tábuas

Todo mundo que mora ou já morou com alguém do sexo oposto, já experienciou a guerra da tábua. Levanta a tábua, abaixa a tábua, ai meu deus. Existem ainda alguns que afirmam: "Cada um com o seu problema. Se o homem tem que abaixar a tábua, que a mulher se preocupe em levantá-la".

Mas é claro que as mulheres acabam sempre ganhando, enquanto nós homens se tornam escravos desta infeliz rotina. Mas quem acha que essa guerra é travada apenas entre homens e mulheres, está muito enganado.

Recentemente tenho enfrentado uma árdua batalha contra o sanitário do lugar onde eu trabalho. Pombas, se devemos levantar a tábua para fazer o que precisamos, o que fazer quando ela não quer ficar parada? O que é isso? Um complô? Não basta aceitar o fardo de levantar a bendita, ela ainda se nega e ficar no lugar? Começa então aquela briga, onde usando 1 mão, é preciso realizar todo aquele ritual que normalmente é feito com as duas. Isso não é justo.

Mas enfim, eu virei o jogo, e estou vencendo esta batalha. É simples! E prestem atenção, pois um dia você pode precisar desta técnica:

1- Levante a tábua, e verifique a estabilidade da mesma. Cuidado! Ela pode fingir ficar parada, e resolver descer no meio do procedimento. Isso não seria bom;

2- Uma vez percebida a intenção da tábua em dificultar a sua vida, procure por papel toalha pelo banheiro. Não serve nada de pano, tem que ser papel. Pode ser papel higiênico, mas isso pode complicar um pouquinho;

3- Pegue o papel toalha, 1 folha basta, e dobre-a ao meio, e dobre de novo, e de novo, até transformar-se em um pequeno quadrado pequeno;

4- Tente encaixar o papel dobrado por baixo da dobradiça da tábua. Se o quadrado estiver grosso demais, ou fino demais, ajuste o tamanho do papel, dobrando novamente, ou desdobrando 1 ou 2 vezes, até que o quadrado se encaixe embaixo da dobradiça;

5- Uma vez que o papel for encaixado, verifique a estabilidade da tábua. Se sentir que ela ainda pode desabar, retire o papel e volte ao passo 4;

6- Quando terminar de realizar o procedimento principal, retire o papel dobrado, e jogue na lixeira. DICA: Tente jogar no fundo da lixeira, pois você não vai querer pessoas perguntando por aí o motivo de haver quadradinhos de papel na lixeira. Não jogue no sanitário, pois pode entupir o mesmo.

7- Não esqueça de baixar a tábua quando sair, e de lavar as mãos.

E assim, ganhamos uma batalha, mas a guerra certamente ainda não acabou.

20 abril 2006

Novos Ares, com cheirinho fétido

Depois de 2 meses e meio desempregado, voltei a trabalhar, desta vez, longe daquela loucura do centro da cidade.

Ipanema é um bairro muito agradável. Pessoas bonitas andam pelas ruas, as pessoas são mais felizes, enfim, o clima é outro.

Mas não importa onde você esteja, a não ser que fora do planeta Terra, sempre vai ter gente pra falar besteira perto de você. O que, por um lado, é bom, já que uma grande parte dos meus posts vinham deste tipo de pessoas frequentadoras do centro.

Andando em direção ao ponto de ônibus, passei por duas criaturas tendo uma conversa deliciosa:

-Monga: "Eu não estava com uma solitária. Eu estava mesmo é com uma Anaconda!"

Preciso dizer mais alguma coisa?

12 abril 2006

Nosso Fala-Merdinha Global

Jogo do Fluminense pela Copa do Brasil. Nosso amigo Luiz Roberto, claro, narrando o jogo. Já viu, né?

Lá pelo meio do jogo, peguei no ar ele falando alguma coisa sobre o "bico DA bola". Veja bem, não foi dado um "bico NA bola". Ele estava falando sobre o "bico DA bola". Eu sempre achei que a bola fosse esférica, e por este motivo não seria possível existir um bico.
Mas vai lá. Eu estava distraído, vai ver que eu entendi errado. Mas ele não consegue ficar sem falar besteira até o final do jogo.

E lá foi ele de novo. No finalzinho do jogo, estavam falando das estatísticas (faltas, chutes a gol, sei lá), e aparentemente, um time terminou com o dobro do outro. Vamos considerar que a questão era relativa ao número de chutes a gol. O comentário foi assim:

- Fala-Merdinha: "O Vila Nova chutou a gol a metade do que chutou o Fluminense, 7 chutes. E o Fluminense, como queira, chutou o dobro do Vila Nova, 14 chutes. Quer dizer, os times chutaram a metade e o dobro em relação um ao outro."

Caramba. O cara precisou dessa frase toda pra dizer que "O Fluminense chutou 14 bolas e o Vila nova chutou 7 bolas ao gol". Fiquei imaginando um professor de matemática dando aula:

- Professor: "Pedro tem a metade de laranjas de João, e João tem o dobro de laranjas de Pedro. Na verdade eles têm a metade e o dobro um do outro respectivamente."

Coitados dos alunos.

10 abril 2006

E na fila do banco...

Sim, eu ainda vou ao banco. E sim, os esquisitos e dementes também.

Como de costume, a fila do Itaú que fica perto de casa estava gigante, e ainda como de costume, pessoas guardavam lugar para outras que tentavam resolver outros problemas para ganhar tempo. Com uma fila daquele tamanho, dá para entender.

Quando uma dessas pessoas voltou, posicionou-se à frente da senhora que guardava seu lugar. Conversaram alguma coisa que não entendi, e pesquei 2 frases:

- A que guardava o lugar: "...Seria a oitava...";

- A que acabara de chegar: "... Lá tem MENAS pessoas";

- A que guardava o lugar: "é, vamos ver";

Aí eu entendi o que estava se passando. Além ter guardado lugar para uma semi-analfabeta, esta senhora havia guardado um lugar também na fila de idosos.

Então vamos por partes. Em primeiro lugar, eu sei que muitas pessoas não tiveram a chance de estudar, por uma série de motivos. Mas pombas... MENAS é sacanagem. Dói no ouvido. E o pior é que muitas pessoas que falam assim, sabem que estão erradas, e falam assim por hobby. Em segundo lugar, guardar lugar em 2 filas é mais sacanagem ainda. Tudo bem que a fila dos idosos estava grande, mas ficar guardando lugar nas 2 filas é demais. Escolhe uma e vai.

Mas então veio o castigo. A senhora que guardara o lugar para a semi-analfa, pediu para a mesma guardar o seu lugar, pois queria conversar com a gerente. Nesse momento, ela tinha lugar guardado nas duas filas, e não estava em nenhuma delas. Chegou a minha vez, paguei as minhas contas (ai o meu bolso), e quando me virei para ir embora, dei de cara com a senhora abusada fazendo cara de "Hein? Naondi?", completamente perdida. O motivo? As duas pessoas que guardavam seus lugares nas duas filas já haviam sido atendidas, e ela, que queria muito, ficou sem nada. Nem fiquei para ver o desfecho, mas valeu o castigo.

Murphy as vezes trabalha para o bem!

05 abril 2006

A lógica sem lógica

Tenho que confessar que não entendo a lógica de algumas atitudes dos nossos queridos políticos.

Essa semana, ficou pronto o relatório final da CPI dos Correios, que confirma a existência do mensalão, e pede a cassação do mandato de vários deputados. O problema é que o Governo não quer a inclusão da palavra "Mensalão" nesse relatório. Peraí: O Governo tem direito de querer alguma coisa? Além de tentar impedir de qualquer maneira a CPI dos correios, agora quer mudar o relatório final? Se fosse apenas o fato de "querer", não haveria problema. O problema existe quando começa a surgir um acordo entre governo e oposição, que garante a inclusão do termo "mensalão" se alguns nomes de deputados forem retirados da lista de indicados à cassação.

Sinceramente, eu achava que bastava ser culpado, e a CPI provar isso, para sua cassação fosse votada em plenário. Mas a verdade é outra. A verdade é que todos são inocentes, e no jogo de interesses entre o governo e a oposição, algumas peças são sacrificadas em uma justiça "para inglês ver". Ou será que alguma lei diz que contrariar o governo inocenta determinados deputados?

Mas tudo bem. Vamos aceitar que o acordo (ou a pseudo lei) exista, e que para incluir a palavra "Mensalão" no relatório final da CPI dos correios absolva, digamos, 10 deputados. Como são escolhidos os 10 sortudos que escaparão impune? Sorteio pela loteria federal? Vão rifar 10 absolvições? Serão salvos os 10 mais velhos? Os 10 mais novos? Os 10 com maior número de mandatos? Ou com menor número? Os que receberam mais dinheiro do "Valerioduto"? Ou os que receberam menos? Ou quem sabe aqueles que votam sempre com o governo?

A verdade é que cada vez é mais evidente que os escolhidos pelo povo, para defender o povo, trabalham cada vez menos pelo povo, e cada vez mais por interesses políticos.

E uma pergunta fica impregnando minha cabeça. Se é para ser assim, CPI pra que?

13 março 2006

Propaganda e Marketing

Há 7 meses eu recebo uma propaganda na minha caixinha de correio. Exatamente o mesmo papelzinho. Mas hoje não aguentei, e tive que colocar ele aqui. Dá uma olhada aí embaixo, calmamente, e me diz o que está errado:

Vamos dizer que você achou os serviços muito baratos, e quer saber se o dentista é confiável. Então façamos o seguinte: Vamos procurar o nome do Dentista no Google. Oops, não tem o nome dele no papel. Melhor ligar pra lá pra saber o nome dele. Oops, não tem telefone. Mas é tão barato, que vale a pena dar uma passadinha lá, não é mesmo? Oops, não tem endereço!!!

O cara gasta dinheiro com gráfica há 7 meses, ou mais, mandando um anúncio sem nome, telefone ou endereço, e até hoje não passou pela cabeça dele que não está havendo retorno desse pequeno investimento.

Isso é o que chamo de um plano maravilhoso de Propaganda e Marketing.





09 março 2006

A nossa democracia fede! O MST também!

Como pode um País que deturpa sua democracia querer crescer, se desenvolver, e até ganhar uma cadeira permanente no conselho de segurança da ONU?

Essa semana um grupo de mulheres destruiu um centro de pesquisa agropecuária de uma empresa brasileira no Rio Grande do Sul. Não teve ocupação de terra, deu pra entender? Os membros do MOVIMENTO DOS SEM TERRA, todos do sexo feminino, no Dia Internacional da Mulher, DESTRUÍRAM um centro de pesquisa. E ainda por cima aparece um débil mental de um coordenador do movimento dizendo que estava contente pela coragem dessas mulheres em realizar um movimento assim.

Como assim? Qual foi o motivo da manifestação? Que essas arruaceiras queriam? Sim, porque esse tipo de manifestação não passa de vandalismo. Invadir terras SEM USO para PLANTAR eu já acho absurdo. É como se você tivesse um apartamento, que não usa, e um mando de mendigos entrassem para morar. Mas vai lá, a terra tá parada, e os caras querem plantar para SOBREVIVER! Mas destruir um centro de pesquisa? Qual a motivação?

O mais triste, é que se você perguntar pra qualquer uma dessas pessoas qual a mensagem que você tentou passar ao mundo, ninguém vai saber te responder. Algumas por serem marionetes, e outras por estarem lá apenas para cometer atos de vandalismo.

Essa palhaçada tem que acabar. Alguém tem que fazer alguma coisa. Sei lá, infiltrar alguém no movimento, e sempre quem forem fazer algo assim, avisar a polícia e baixar a porrada! Sim, porque essa gente só entende a força.

Como alguém pode exigir seus direitos, sem respeitar o direito dos outros? Porrada neles! E nelas também!

08 março 2006

Tá errado

Vocês não acham que o exército está incomodado demais com os 10 fuzis e 1 pistola? Tá certo, foi muita cara de pau roubá-las de dentro de um quartel, nego ficou irritado, mas mesmo assim, ocupar mais de 8 favelas, patrulhar a Baía de Guanabara com lanchas, e montar barreiras nas estradas acho um pouco demais.

Não que eu esteja reclamando, aliás, sempre defendi que uma vez que nossos militares não fazem nada de bom para a população, poderiam ocupar TODAS as favelas do Rio. Os índices de criminalidade nas redondezas das favelas ocupadas já baixaram, então por que parar? Deixem os milicos lá.

Mas que tá estranho tá. Se eu fosse uma pessoa paranóica, diria que estavam esperando uma deixa pra ocupar as favelas, ou até que esse roubo de armas foi armado pra dar motivo a eles entrarem na briga contra os traficantes do Rio.

Será?

27 fevereiro 2006

Ruim da cabeça ou doente do pé, sim eu sou, os 2!!!

Aqueles apaixonados por samba e carnaval costumam dizer que que não gosta de samba é ruim da cabeça ou doente do pé. Mas o que há de tão absurdo em não gostar de samba? Será que todos gostam de funk? Será que todos gostam de Sertanejo? Será que todos gostam de Rock? Será que todos gostam de Ópera? Que tal eu dizer que quem não gosta de Ópera é zureta do ouvido?
A verdade é que todos têm o direito de gostar do que gostam, e de ouvir o que ouvem. Mas o inverso não é verdadeiro. Eu não tenho o direito de não ouvir samba no carnaval. Neste exato momento um bloco de carnaval está passando em frente ao meu prédio, debaixo da minha janela, que fica no terceiro andar. E o pior, ainda tenho que aguentar o pessoal em cima do carro de som olhando pra dentro do meu apartamento.

E se eu resolvesse patrocinar um bloco de Ópera? Passar por várias ruas do meu bairro tocando Ópera aos berros as 22:00? Será que todos iriam gostar? Será que todos pensariam: "Tudo bem, se um bloco de samba pode fazer isso, um bloco de Ópera também pode...". Acho que não.

Mas tudo bem. Já estou acostumado. Em um país democrático como o nosso, a democracia funciona para aqueles que querem fazer alguma coisa, como um bloco, mas não funciona para aqueles que não estão afim de ter que gritar para conversar com a esposa sentada ao seu lado no sofá.

25 fevereiro 2006

Literalmente Enjoado

Tá bom. Basta! Chega. Não agüento mais nego falar besteira na globo. Eu estava aqui, postando em outro blog meu, com a trilha sonora do Samba Paulista na TV atrás de mim, quando ouvi algo que me fez parar tudo que estava fazendo. O Maurício Kubrusly soltou a seguinte pérola: "O grupo U-Dois, que no Brasil é chamado de U-Two...". Olha Só, Maurício Kubrusly. Duvido que em algum país desse planeta a essa banda seja conhecida como algo diferente do que U-Two. Muito menos U-Dois. Fala sério. Nego coloca os caras que não sabe nada de samba, e não tem nada mais importante pra falar, e fica soltando essas frases de gênio. Outro que não agüento é o Luiz Roberto, Narrador esportivo, que castiga os cariocas nas transmissões dos jogos da cidade. Pérolas como "Literalmente afogado" violentam o meu ouvido. Fico aqui imaginando o jogador deitado no campo, com meio metro de água acima dos pés, enchendo os pulmões de água até explodir. Essa é a única forma em que alguém poderia estar "Literalmente Afogado" durante uma partida de futebol.

Por favor, alguém faça esses caras pararem com isso. Meu ouvido não é penico. Claro que eu poderia desligar a TV, mas como eu poderia ver o mengão perder novamente? :)

23 fevereiro 2006

O Plano "B"

Durante algum tempo, uns 2 anos, a frase mais importante da minha vida foi: "Na pior das hipóteses, existe um plano B, e você será incluído nele".

Essa foi a frase na qual eu mais pensava, e incontáveis foram as vezes que eu a ouvia, e a repetia. Repetia sem parar, por acreditar muito nela, ou talvez para me convencer de que eu estava seguro, de que aquilo era a verdade absoluta, e eu não deveria me preocupar. Aos poucos essa frase foi me dominando, me deixando em estado letárgico, enchendo minha mente de uma segurança virtual, e espalhando confiança entre aqueles ao meu redor.

A frase começou a envelhecer, passou a não parecer tão segura, e aos poucos ela foi libertando minha mente, como se estivesse saindo de um vício que a fez adormecer por tanto tempo. Era tarde. O estrago estava feito. Como um viciado que perde o chão quando não consegue mais drogas, eu perdi o meu emprego.

Que País é esse?

14:00, pânico no Catete. A polícia se prepara para invadir o morro Santo Amaro, em resposta ao disparo de tiros de fuzil contra lojas e carros estacionados na rua Pedro Américo. Trânsito parado, carros na contramão, lojistas fechando as portas. Fui até a janela e o que ouvi foi surpreendente: "Passarinhos." Isso mesmo, passarinhos cantando, pessoas andando calmamente pelas ruas, um casal saindo de um Hotel, pessoas na porta do bar. Olhei em direção da Bento Lisboa, e percebi a mesma calma aterrorizante. O que está acontecendo? Que País é esse? Que Mundo é esse? Algumas pessoas estão ficando neuróticas e tentando colocar milhares de pessoas em pânico por causa de apenas "alguns tiros", ou são as outras pessoas que não se importam mais em andar observando rajadas de fuzil passando ao seu lado?

O certo é que hoje cada um se protege como pode desse tipo de notícia. Alguns se trancam em casa, outros encaram as ruas, enquanto outros postam-se na janela a ouvir o canto dos pássaros.

Que País é esse?

09 janeiro 2006

Show de graça. Mas só pra quem não merece!


Eu sempre adorei ir a shows. Muito mesmo. Desde Ultrage a Rigor e Tim Maia no Canecão, passando pelos shows de Nirvana no Hollywood Rock até Madonna no Maracanã. Quando os Rolling stones tocaram no Maracanã e eu não fui, me arrependi. Quando Jerry Lee Lewis tocou no Canecão, fui sozinho, e nunca me arrependi.

Agora, em Janeiro, os Rolling Stones estão voltando ao Brasil. Mais uma vez eu não vou, e dessa vez, tenho certeza que não vou me arrepender.

Eu acho ótimo a prefeitura e a iniciativa privada viabilizarem shows de grandes bandas de graça para o público. Acho justo, pois todos deveriam ter o direito de curtir pelo menos uma vez na vida um show como o dos Rolling Stones ou da Madonna. Acho justo, mas apenas quando o povo merece.

Ontem, Domingo, foi realizado um show do Babado Novo no Aterro do Flamengo. Segundo estimativas, 170 mil pessoas estavam presentes.

Desconhecendo a existência do show, fui ao Shopping com a minha esposa. Pegamos um metrô completamente lotado. Sem entender o que estava acontecendo, ficamos perto da porta, achando que havia algum show em Copacabana. Como nosso destino era botafogo, logo desceríamos e deixaríamos a multidão para trás. Doce Ilusão. Já na estação do Catete, onde entramos no metrô, quando as portas estavam se fechando, alguém descobriu que deveriam saltar naquela estação. Pronto, 1/3 dos 'passageiros' saiu empurrando todo mundo, segurando as portas do trêm para que os outros pudessem sair, gritando, como se um arrastão estivesse acontecendo. Impressionantemente, para aqueles que permaneceram no trem, parecia que ninguém havia saído. Ainda estávamos sendo espremidos. Quando chegou a estação Lgo. do Machado, o resto da manada resolveu descer, e da mesma forma animalesca, empurraram a todos (os poucos que não estavam indo ao show), seguraram porta, etc. Quando o trem do Metrô voltou a parecer um lugar normal, notamos algo impressionante. Arrancaram o forro do teto do trem. É isso mesmo. O teto foi arrancado.

Me chamem do que vocês quiserem, mas esse tipo de gente não merece viver solto. Eles deviam morar em jaulas. Não interessam se eles vem da zona norte, sul, baixada, ou sei lá mais de onde. O que importa são as atitudes, que longe de serem humanas, mostra o quanto a imbecilidade de alguns pode trazer tanto transtorno para outros.

Voltando para casa, adivinhem. Pegamos o final do show. Foi só o trem entrar na estação do Flamengo, que alguns animais se penduraram no trem ENQUANTO ELE AINDA ESTAVA EM MOVIMENTO. Quando as portas se abriram, as a manada invadiu o vagão como loucos, como animais fugindo de seus predadores, mais uma vez empurrando todos que estavam na frente. Felizmente consegui furar o bloqueio e saltar 2 estações depois.

São fatos como esse que acabam servindo de motivo para proibirem shows na praia, por exemplo. São fatos como esse, que castigam pessoas como eu, que por maior que seja a vontade de assistir a um show dos Rolling Stones, nunca vai se aventurar a uma loucura dessas. E quanto esses animais arruaceiros são premiados com shows de graça, as pessoas normais, como eu e voce, são condenadas a assistir o show pela Globo, que se transmitir o show completo, o que eu duvido, vai colocar aquelas malas que não conhecem sequer 'Satisfaction' para comentar o show dos caras.

Só espero que o show da Madonna não seja nem na praia, e nem de graça.