09 junho 2010

Na calada da noite

Deixei ele se alimentar primeiro. Não havia pressa, vingança é um prato que se come frio de qualquer maneira. Fechei os olhos e tentei ignorar a sua existência por alguns minutos, mas podia sentir sua presença ao meu redor, se achando o dono, o chefe, o rei do lugar, mas quem manda aqui sou eu. Essa área é minha. Isso vai ter que acabar. Senti a raiva crescendo dentro de mim, já podia visualizar o desfecho da noite, mas eu precisava ser rápido, precisava ser preciso. Quando dei por mim, minhas mãos já cobriam seu corpo, esmagando-o, e deixando-o seu corpo sem vida sobre minha mesa. Com o pernilongo morto, pude dormir tranquilamente.

02 março 2009

Alien X Predator

1:20 da manhã. Sim, já devia estar dormindo, mas meu quarto foi invadido por aliens. Bem, na verdade, apenas um.

Estava quase dormindo, já naquela fase que você as vezes acorda no susto achando que está caindo de algum lugar, quando ouvi um barulho na janela. Bom, o blackout as vezes faz esse tipo de barulho quando bate um vento, mas não rola nem uma brisa hoje. Alguns segundos depois, o barulho continuou, e então saltei da cama no susto. Caminhei lentamente até a janela, para olhar atrás do blackout, quando o monstro me viu, e partiu para cima de mim. Consegui escapar de dois rasantes, e em seguida, ele se chocou contra um copo, tentou me acertar novamente, e fugiu.

Sério, não sou de ter medo de bichos que entram pelas janelas. Já lidei com baratas, cigarras, grilos, mas este ser era mutante! Ninguém invade meu quarto assim, muito menos um bug assassino, e assim a guerra foi declarada. Fui ao meu arsernal para buscar as armas que seriam necessárias para o combate. Rodo, vassoura, veneno, lanterna.

Primeira missão: Retirar os sacos cheios de papel que eu tirei da minha mesa e ainda não tinha jogado fora. Lentamente juntei tudo, fechei os sacos, e levei embora. Nada do monstro.

Segunda missão: As roupas que estavam no chão no pé da cama. (sim, aprendi a minha lição) Nesta fase entrou em ação o rodo. Lentamente fui pinçando as roupas, sacodindo-as, e tirando do quarto. O edredom ficou por último, e ainda com a ajuda do rodo, estiquei ele sobre a cama. Em um movimento rápido, sacudi o edredom, e percebi que a fera não estava lá.

Terceira missão: Armário. Sim, a porta estava aberta (isso já não é culpa minha, ela não fecha direito mesmo), e com a ajuda da lanterna, inspecionei o compartimento. Nada. Só podia estar embaixo da cama, ou entre ela e a parede.

Quarta missão: A cama. Puxei a cama um pouco para o lado, imaginando se o invasor estaria à minha espreita. Dito e feito. Quando abri espaço para olhar, o miserável tentou me atacar novamente, com vários novos rasantes. Peguei a vassoura, e tentei acerta-lo enquanto ele se lançava contra mim. Acertei duas pancadas, mas ele voltou para o lugar onde estava entre a cama e a parede. Me aproximei novamente, e então pude ver o bandido com mais calma. Era um gafanhoto. Bom, pelo menos acho que era. Mas ele era enorme, e me encarou, tentando me intimidar. Peraí, gafanhotos não são aqueles bichos que possuem serras nas patas e nas costas para atacar quem tentar segura-lo? Bom, eu não queria meus dedos cortados por uma besta assim, e por isso ataquei novamente com a vassoura. Ele tentou voar novamente, e com a outra mão, saquei o veneno, lançando uma bela dose contra seu corpo repugnante. Mas ele era um mutante, e tentou me atacar de novo, quando acertei outro golpe com a vassoura, se escondendo em seguida atrás da tampa do meu computador (sim, se eu colocar ela no lugar, meu computador desliga sozinho, vai saber).

Quinta missão: O golpe fatal. Lancei mais uma dose de veneno, e novamente o bicho tentou arrancar a minha cabeça, mas dessa vez, não teve tempo de se esconder. Foi quando acertei vários golpes com a vassoura, enquanto ele ainda agonizava no chão. Seu corpo foi lançado privada abaixo, ainda em seus últimos suspiros, mas antes de morrer, falei: "Tell your friends, they're not welcome here". (sim, acho que ele só falava inglês).

Não vi o filme Alien X Predator, mas aqui em casa, quem ganha sempre é o predador.

03 dezembro 2007

Ei, tem alguém aí?

Sabe que eu as vezes acho que sou maluco, e que escrever aqui é o mesmo que falar sozinho (nesse caso, escrever sozinho).  Será que alguém ainda lê isso aqui? Bom, se você acabou de esbarrar aqui, e adora uma reclamação, chegou em boa hora. Com a minha mais nova tentativa de parar de fumar, o mundo torna-se mais negro pra mim, as pessoas tornam-se mais más, mais burras, e eu me sinto mais no meio de bestas.

Então, se tem alguém ainda vendo esse blog, por favor manda um comentário só pra eu saber que não sou maluco!!!!

E o vosso reino?

Se tem uma coisa que me irrita profundamente, é o Conceito de "Que venha a nós, e o vosso reino que se f....". As pessoas as vezes esquecem de outros conceitos importantes, como "não fazer aos outros o que não quer que façam com vc", "uma mão lava a outra", "trabalho em equipe", entre outros. Sério, se eu fosse de pagar sempre na mesma moeda, acho que eu seria um grande filho-da-puta, mas como eu só respondo na média, acabo ficando puto comigo mesmo. Cacete, que hora pra resolver tentar parar de fumar de novo!!!!

08 novembro 2007

Testando Live

Este é o meu primeiro post utilizando o Windows Live Writer. Se funcionar, será realmente uma das melhores ferramentas que a microsoft já lançou, integrando várias funcionalidades diferentes. Vamos ver no que vai dar...

30 novembro 2006

Conversão de gás: Uma aventura no inferno.

Ontem chegou a minha vez. A CEG (companhia de gás do Rio de Janeiro) apareceu para converter o gás do meu prédio para gás natural. Começou o meu dia 1 em casa sem ir ao trabalho. Como grande parte do que preciso fazer me exige apenas internet, deu para trabalhar em casa.

- Dia 1:

8:00. Toca a campainha, vem o primeiro funcionário da CEG. Olhou tudo, e saiu.

13:00. Aparece o segundo funcionário. Olha tudo novamente, mas desta vez, faz anotações. Anotou tudo, e saiu.

16:00. Surge então o terceiro e último funcionário. Em 10 minutos, a conversão do fogão está feita, mas tem um problema: Está vazando gás. Pronto, o registro de gás foi lacrado. Vendo o quanto fiquei irritado, o funcionário resolve 'adiantar o meu lado', e resolve fazer a conversão do aquecedor, que seria feita apenas hoje. Mais 10 minutos, e a conversão está feita. Mas temos outro problema: Também está vazando gás pelo aquecedor. Conclusão: Lacre no registro do aquecedor.

18:00. O funcionário da CEG me informa pelo interfone que todos os testes foram feitos, e está tudo liberado. Quem se importa? Meu fogão e aquecedor estão lacrados!!!!

18:30. Liguei para a S.O.S. Catete, que faz de tudo 24 horas por dia. Explico o problema, e eles enviam o técnico para solucionar o vazamento. Se é que aquilo pode ser chamado de técnico, claro.

19:00. Para resumir, o "técnico" acha que conter vazamento é apertar porca. Apertou tudo o que encontrou pela frente (o que devia e o que não devia) e além de não conseguir acabar com o vazamento do aquecedor, não conseguiu montar o meu fogão que ele havia desmontado. E ainda me cobrou 80 pratas!!!! É claro que eu disse que não pagaria isso, e como ele me disse pra pagar então o que eu julgava ser justo pelo serviço dele, ofereci 14 reais (tudo o que eu tinha na carteira), e ele ainda achou ruim. Foi embora berrando pelos corredores do prédio.

19:30. Liga o dono da S.O.S. Catete, perguntando o que aconteceu. Depois de informar tudo o que o imbecil havia feito, o camarada perguntou se eu gostaria de uma segunda avaliação. Fala sério... Nem de graça. Tenha uma boa noite.

20:00. Não tenho fogão nem aquecedor para usar.

- Dia 2:

8:00. Ligo para uma empresa especializada em aquecedores e fogões que havia feito a revisão do meu aquecedor (Eu sei. Deveria ter sido minha primeira opção). A atendente diz que os atendimentos do dia já haviam sido preparados, mas que falaria com o técnico que atende os clientes da área onde moro, para saber se havia como ele vir aqui. Dispensável dizer que implorei por uma visita.

8:30. Sem resposta, volto a ligar para a empresa, para saber se eu teria que faltar ao trabalho novamente e teria o meu gás de volta, ou iria trabalhar, e voltaria de noite para casa sabendo que o banho seria frio e a comida também. A atendente me informa que conseguiu me incluir na programação do técnico, mas que não havia como saber o horário que ele viria.

9:00. Aviso no trabalho que não vou trabalhar (de novo).

14:00. Chega o técnico, e começa a trabalhar.

15:00. Os vazamentos foram contidos, meu fogão foi remontado, e o melhor: Paguei o mesmo preço que o imbecil queria me cobrar no dia anterior, só que agora, com garantia e nota!

15:30. Aprendendo uma importante lição: S.O.S. Catete, nunca mais!

06 novembro 2006

Frases perdidas

Desci para fumar um cigarro e ouvi o seguinte diálogo entre duas mulheres que passaram correndo por mim:


-"O sinal vai abrir, menina.";

-"Não vai nada, o sinal está fechado...";

Perceba... O único estado de um sinal de trânsito que possibilita passar para aberto, é o fechado. Então, como ele está fechado, obviamente ele vai abrir, mesmo que demore. Mas segundo a nossa amiga, este sinal nunca mais abrirá.

É cada uma, viu?

29 outubro 2006

Ah, eu já sabia!!!

Cara, eu sabia que isso ia acontecer. Bastou sair a primeira parcial da eleição para presidente, que os petistas saíram da toca. Por conta disso, estou a 3 horas ouvindo: "A voz de Deus é a voz do povo, olha o Lula lá de novo! É o Lula de novo, com a força do povo.". Um carro de som está embaixo do meu prédio, fazendo uma bagunça, e claro, incomodando as outras pessoas. Por que as pessoas fazem isso? Por que, para comemorar uma vitória, elas precisam enfiar essa conquista goela abaixo de todos os outros? Duvido que se o Alckmin tivesse ganhado, teria carro de som na rua fazendo essa zona. Mas é assim mesmo. Tem que agüentar, ou mudar de país. O problema é que existem pessoas intolerantes, como eles próprios. O som incomoda, e por isso, alguém começou a jogar bolinhas de gude lá embaixo. Aí começa aquele discurso chato: "Todo dia a gente lê no jornal que alguém morreu com uma bala perdida, e tem alguém querendo matar trabalhador com bolinha de gude. Para com isso, companheiro". Só que eles não conseguem esconder a sua própria intolerância por muito tempo, e logo em seguida bradou: "Se acertar alguém aqui de novo, o tempo vai fechar aqui!". Pronto. Agora sim! Todos provando do seu próprio veneno. E o pior... O camarada no microfone ameaçou chamar a polícia se alguém jogasse outra bolinha. Não precisa esperar... eu já chamei.

As aventuras de Judas Cordeiro Episódio III: Meus amigos me acham demais!


Judas Cordeiro estava em companhia de 3 amigos, e disparou: "O sistema não funciona!".

Antes ele estivesse reclamando do sistema da intranet dele, mas não. Antes ele soubesse exatamente o que não funciona, mas não. Ele só estava usando uma frase de impacto para impressionar os amigos. Essa é uma frase muito usada em filmes, para resumir que "está tudo errado nesse país", mas na realidade, não significa muita coisa. O que está errado? O Presidente? A política social? A política econômica? Os ministros? É claro que ele não sabe, e sequer pensou nisso. Mas soltar essa frase para outras pessoas de mente fraca acaba causando uma impressão de inteligência.

Mas não parou por aí. Judas Cordeiro soltou outra: "Sabe o que é podre? Dinheiro, cara. Dinheiro é podre!". Isso é muito fácil de falar quando você está sentado em um restaurante caro, enquanto pessoas passam fome. É aquele famoso papinho socialista/comunista/Lulista, que também não quer dizer nada. Seguinte, Cordeiro: não gosta de dinheiro? Dá pra mim, que eu tô precisando. Quanto ao seu discurso, melhor criar o seu, e parar de repetir o que ouve, sem saber o que significa, como um papagaio

De onde viemos? Para onde vamos?

Esta não é uma pergunta filosófica, tampouco uma que tente explicar a origem e expansão do universo. Também não é uma pergunta religiosa, ou uma que busca a origem e a evolução da vida na terra. E de forma alguma é uma pergunta cuja resposta seja uma aula a uma criança de como nascem os bebes. Esta é, sim, uma pergunta social.

A cada dia, cada mês, cada ano que se passa, mais eu vejo as pessoas caminharem de mãos dadas, não em direção a uma vida melhor, mas a uma crise social. O jeitinho brasileiro nunca foi tão presente na vida das pessoas, e nunca o eu foi tão mais importante do que o próximo. Não sou nenhum socialista/anarquista que espere divisão igualitária de renda e trabalho, mas o mínimo está faltando às pessoas: Respeito.

Minha mãe me ensinou que o nosso direito termina onde começa o direito do próximo, e se o nosso direito interfere no de outra pessoa, algo está errado. Infelizmente minha mãe foi uma das poucas a tentar ensinar isso a seus filhos, ou eu fui um dos poucos que aprendi alguma coisa. Abaixo apresento as provas que fortalecem a minha tese de que uma crise social se aproxima, com velocidade incerta, caminhos imprecisos e conclusão imprevisível.

Caso 1: Onde termina o direito de usar a buzina.

Eu moro em uma rua pequena, mas que apesar disso, apresente um tráfego relativamente grande, por ser usada como retorno por muitos motoristas. Ela faz esquina com outra rua de grande tráfego, o que provoca pequenos congestionamentos, e faz com que o sinal demore um pouco para abrir, e com isso, aparece o problema da buzina. Motoristas usam este recurso como querem, sem lembrar que pessoas moram naquela rua, que pessoas dormem, e que especialmente naquela rua, vivem muitas pessoas idosas. Não importa a hora, dia ou noite, basta o sinal ficar verde, que imediatamente o cidadão enfia a mão na buzina sem respirar, como se os carros da frente fosse desaparecer para que ele passe sossegado. Alguns débeis mentais chegam ao ponto de apertar a buzina antes mesmo de seu carro parar, só de ver que o sinal ficou verde ou algum carro à sua frente não está andando. Paciência! Pra mim e para eles! Outra coisa irritante é o uso da buzina para chamar pessoas, porteiros, etc. Algumas bestas param o carro, 11 horas da noite, meia-noite, e ficam tocando a buzina pra alguém descer, ou chamar o porteiro, e esquecem que pessoas já estão dormindo, descansando, se preparando para a saga do dia seguinte. Eu recentemente iniciei uma revolta na minha rua. Quando esses buzineiros sem mãe começam a fazer seu escândalo, costumo, em dias de péssimo humor, chegar à janela e gritar para que "façam coisas feias" com a buzina. Aparentemente alguns moradores da rua gostaram da iniciativa, pois ultimamente, quando os buzineiros aparecem, uma gritaria incrível se ouve na rua, o que tem inibido alguns delinqüentes motorizados. Melhor assim...

Caso 2: Quem vai chegar primeiro?

Existe uma corrida impressionante na saída da estação final do metrô, onde passo diariamente, para ver quem tira primeiro o pai da forca ou a mãe sei lá de onde. Basta a porta abrir para muitos saírem empurrando os outros, se apertando para entrarem juntos na escada rolante, e não querem nem saber de quem está na frente. Pedir desculpas então seria ridículo. O Importante é eu chegar na frente, já que é o que eu quero, e que se dane quem ficou pra trás, quem está sendo empurrado, homem, mulher, criança ou idoso. O que importa sou eu. O resto é resto. E assim caminha a humanidade...

Novos casos virão, aguarde...