29 outubro 2006
Ah, eu já sabia!!!
Cara, eu sabia que isso ia acontecer. Bastou sair a primeira parcial da eleição para presidente, que os petistas saíram da toca. Por conta disso, estou a 3 horas ouvindo: "A voz de Deus é a voz do povo, olha o Lula lá de novo! É o Lula de novo, com a força do povo.". Um carro de som está embaixo do meu prédio, fazendo uma bagunça, e claro, incomodando as outras pessoas. Por que as pessoas fazem isso? Por que, para comemorar uma vitória, elas precisam enfiar essa conquista goela abaixo de todos os outros? Duvido que se o Alckmin tivesse ganhado, teria carro de som na rua fazendo essa zona. Mas é assim mesmo. Tem que agüentar, ou mudar de país. O problema é que existem pessoas intolerantes, como eles próprios. O som incomoda, e por isso, alguém começou a jogar bolinhas de gude lá embaixo. Aí começa aquele discurso chato: "Todo dia a gente lê no jornal que alguém morreu com uma bala perdida, e tem alguém querendo matar trabalhador com bolinha de gude. Para com isso, companheiro". Só que eles não conseguem esconder a sua própria intolerância por muito tempo, e logo em seguida bradou: "Se acertar alguém aqui de novo, o tempo vai fechar aqui!". Pronto. Agora sim! Todos provando do seu próprio veneno. E o pior... O camarada no microfone ameaçou chamar a polícia se alguém jogasse outra bolinha. Não precisa esperar... eu já chamei.
As aventuras de Judas Cordeiro Episódio III: Meus amigos me acham demais!

Judas Cordeiro estava em companhia de 3 amigos, e disparou: "O sistema não funciona!".
Antes ele estivesse reclamando do sistema da intranet dele, mas não. Antes ele soubesse exatamente o que não funciona, mas não. Ele só estava usando uma frase de impacto para impressionar os amigos. Essa é uma frase muito usada em filmes, para resumir que "está tudo errado nesse país", mas na realidade, não significa muita coisa. O que está errado? O Presidente? A política social? A política econômica? Os ministros? É claro que ele não sabe, e sequer pensou nisso. Mas soltar essa frase para outras pessoas de mente fraca acaba causando uma impressão de inteligência.
Mas não parou por aí. Judas Cordeiro soltou outra: "Sabe o que é podre? Dinheiro, cara. Dinheiro é podre!". Isso é muito fácil de falar quando você está sentado em um restaurante caro, enquanto pessoas passam fome. É aquele famoso papinho socialista/comunista/Lulista, que também não quer dizer nada. Seguinte, Cordeiro: não gosta de dinheiro? Dá pra mim, que eu tô precisando. Quanto ao seu discurso, melhor criar o seu, e parar de repetir o que ouve, sem saber o que significa, como um papagaio
De onde viemos? Para onde vamos?
Esta não é uma pergunta filosófica, tampouco uma que tente explicar a origem e expansão do universo. Também não é uma pergunta religiosa, ou uma que busca a origem e a evolução da vida na terra. E de forma alguma é uma pergunta cuja resposta seja uma aula a uma criança de como nascem os bebes. Esta é, sim, uma pergunta social.
A cada dia, cada mês, cada ano que se passa, mais eu vejo as pessoas caminharem de mãos dadas, não em direção a uma vida melhor, mas a uma crise social. O jeitinho brasileiro nunca foi tão presente na vida das pessoas, e nunca o eu foi tão mais importante do que o próximo. Não sou nenhum socialista/anarquista que espere divisão igualitária de renda e trabalho, mas o mínimo está faltando às pessoas: Respeito.
Minha mãe me ensinou que o nosso direito termina onde começa o direito do próximo, e se o nosso direito interfere no de outra pessoa, algo está errado. Infelizmente minha mãe foi uma das poucas a tentar ensinar isso a seus filhos, ou eu fui um dos poucos que aprendi alguma coisa. Abaixo apresento as provas que fortalecem a minha tese de que uma crise social se aproxima, com velocidade incerta, caminhos imprecisos e conclusão imprevisível.
Caso 1: Onde termina o direito de usar a buzina.
Eu moro em uma rua pequena, mas que apesar disso, apresente um tráfego relativamente grande, por ser usada como retorno por muitos motoristas. Ela faz esquina com outra rua de grande tráfego, o que provoca pequenos congestionamentos, e faz com que o sinal demore um pouco para abrir, e com isso, aparece o problema da buzina. Motoristas usam este recurso como querem, sem lembrar que pessoas moram naquela rua, que pessoas dormem, e que especialmente naquela rua, vivem muitas pessoas idosas. Não importa a hora, dia ou noite, basta o sinal ficar verde, que imediatamente o cidadão enfia a mão na buzina sem respirar, como se os carros da frente fosse desaparecer para que ele passe sossegado. Alguns débeis mentais chegam ao ponto de apertar a buzina antes mesmo de seu carro parar, só de ver que o sinal ficou verde ou algum carro à sua frente não está andando. Paciência! Pra mim e para eles! Outra coisa irritante é o uso da buzina para chamar pessoas, porteiros, etc. Algumas bestas param o carro, 11 horas da noite, meia-noite, e ficam tocando a buzina pra alguém descer, ou chamar o porteiro, e esquecem que pessoas já estão dormindo, descansando, se preparando para a saga do dia seguinte. Eu recentemente iniciei uma revolta na minha rua. Quando esses buzineiros sem mãe começam a fazer seu escândalo, costumo, em dias de péssimo humor, chegar à janela e gritar para que "façam coisas feias" com a buzina. Aparentemente alguns moradores da rua gostaram da iniciativa, pois ultimamente, quando os buzineiros aparecem, uma gritaria incrível se ouve na rua, o que tem inibido alguns delinqüentes motorizados. Melhor assim...
Caso 2: Quem vai chegar primeiro?
Existe uma corrida impressionante na saída da estação final do metrô, onde passo diariamente, para ver quem tira primeiro o pai da forca ou a mãe sei lá de onde. Basta a porta abrir para muitos saírem empurrando os outros, se apertando para entrarem juntos na escada rolante, e não querem nem saber de quem está na frente. Pedir desculpas então seria ridículo. O Importante é eu chegar na frente, já que é o que eu quero, e que se dane quem ficou pra trás, quem está sendo empurrado, homem, mulher, criança ou idoso. O que importa sou eu. O resto é resto. E assim caminha a humanidade...
Novos casos virão, aguarde...
A cada dia, cada mês, cada ano que se passa, mais eu vejo as pessoas caminharem de mãos dadas, não em direção a uma vida melhor, mas a uma crise social. O jeitinho brasileiro nunca foi tão presente na vida das pessoas, e nunca o eu foi tão mais importante do que o próximo. Não sou nenhum socialista/anarquista que espere divisão igualitária de renda e trabalho, mas o mínimo está faltando às pessoas: Respeito.
Minha mãe me ensinou que o nosso direito termina onde começa o direito do próximo, e se o nosso direito interfere no de outra pessoa, algo está errado. Infelizmente minha mãe foi uma das poucas a tentar ensinar isso a seus filhos, ou eu fui um dos poucos que aprendi alguma coisa. Abaixo apresento as provas que fortalecem a minha tese de que uma crise social se aproxima, com velocidade incerta, caminhos imprecisos e conclusão imprevisível.
Caso 1: Onde termina o direito de usar a buzina.
Eu moro em uma rua pequena, mas que apesar disso, apresente um tráfego relativamente grande, por ser usada como retorno por muitos motoristas. Ela faz esquina com outra rua de grande tráfego, o que provoca pequenos congestionamentos, e faz com que o sinal demore um pouco para abrir, e com isso, aparece o problema da buzina. Motoristas usam este recurso como querem, sem lembrar que pessoas moram naquela rua, que pessoas dormem, e que especialmente naquela rua, vivem muitas pessoas idosas. Não importa a hora, dia ou noite, basta o sinal ficar verde, que imediatamente o cidadão enfia a mão na buzina sem respirar, como se os carros da frente fosse desaparecer para que ele passe sossegado. Alguns débeis mentais chegam ao ponto de apertar a buzina antes mesmo de seu carro parar, só de ver que o sinal ficou verde ou algum carro à sua frente não está andando. Paciência! Pra mim e para eles! Outra coisa irritante é o uso da buzina para chamar pessoas, porteiros, etc. Algumas bestas param o carro, 11 horas da noite, meia-noite, e ficam tocando a buzina pra alguém descer, ou chamar o porteiro, e esquecem que pessoas já estão dormindo, descansando, se preparando para a saga do dia seguinte. Eu recentemente iniciei uma revolta na minha rua. Quando esses buzineiros sem mãe começam a fazer seu escândalo, costumo, em dias de péssimo humor, chegar à janela e gritar para que "façam coisas feias" com a buzina. Aparentemente alguns moradores da rua gostaram da iniciativa, pois ultimamente, quando os buzineiros aparecem, uma gritaria incrível se ouve na rua, o que tem inibido alguns delinqüentes motorizados. Melhor assim...
Caso 2: Quem vai chegar primeiro?
Existe uma corrida impressionante na saída da estação final do metrô, onde passo diariamente, para ver quem tira primeiro o pai da forca ou a mãe sei lá de onde. Basta a porta abrir para muitos saírem empurrando os outros, se apertando para entrarem juntos na escada rolante, e não querem nem saber de quem está na frente. Pedir desculpas então seria ridículo. O Importante é eu chegar na frente, já que é o que eu quero, e que se dane quem ficou pra trás, quem está sendo empurrado, homem, mulher, criança ou idoso. O que importa sou eu. O resto é resto. E assim caminha a humanidade...
Novos casos virão, aguarde...
16 outubro 2006
As aventuras de Judas Cordeiro Episódio II: Eu tô em casa.
Judas Cordeiro sentou-se, colocou os pezinhos no móvel que estava na sua frente, e ao som da música que tocava, dançava com eles pra lá em pra cá. Não, ele não estava em casa. Nem na dele, nem de outra pessoa. Estava em um cinema, e o móvel da frente era uma poltrona. Não interessa que não haja ninguém na frente. É uma poltrona. Não é pra colocar os pezinhos, é pra sentar. Mas não adianta. Judas não tá nem aí. Ele se sentiu em casa, e tratou de agir como ele deve agir no chiqueirinho dele.
12 outubro 2006
As aventuras de Judas Cordeiro Episódio I: Meu som é melhor que o seu.
Judas Cordeiro acordou querendo. Aproveitou o feriadão, e ligou o som do seu carro, com autofalantes de mala, em frente ao bar, que é claro, fica aqui embaixo do meu prédio. Eram 9 horas da manhã. E daí que era feriado, e as pessoas estavam dormindo? E daí que, depois de acordados pelo seu barulho, as pessoas quisessem ouvir o som que saia de suas TVs, e só conseguiam ouvir o que vinha da rua? E daí se moram muitos idosos no meu prédio, assim como nos prédios vizinhos? Nada disso importa. O que importa é que Judas Cordeiro queria ouvir seu som aos berros, bebendo cerveja, às 9 horas da manhã. É claro que eu fui acordado pelo barulho. É claro que eu não conseguia ouvir a minha própria TV. É claro que eu chamei a polícia. Já fui logo dizendo ao policial que atendeu a minha ligação, antes que ele falasse que a lei do silêncio só começa as 22:00, que o direito do Judas de ouvir música, não pode ser maior do que o meu direito de assistir TV em casa. 20 minutos depois, uma patrulha passou e Judas baixou o som. Como sua idade mental é de 10 anos, se tanto, assim que a patrulha deixou o local, o Sr. Cordeiro aumentou de novo seu volume por 5 minutos, depois se mandou, provavelmente pensando: "Hehehe. Sacaneei".
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