Esta não é uma pergunta filosófica, tampouco uma que tente explicar a origem e expansão do universo. Também não é uma pergunta religiosa, ou uma que busca a origem e a evolução da vida na terra. E de forma alguma é uma pergunta cuja resposta seja uma aula a uma criança de como nascem os bebes. Esta é, sim, uma pergunta social.
A cada dia, cada mês, cada ano que se passa, mais eu vejo as pessoas caminharem de mãos dadas, não em direção a uma vida melhor, mas a uma crise social. O jeitinho brasileiro nunca foi tão presente na vida das pessoas, e nunca o eu foi tão mais importante do que o próximo. Não sou nenhum socialista/anarquista que espere divisão igualitária de renda e trabalho, mas o mínimo está faltando às pessoas: Respeito.
Minha mãe me ensinou que o nosso direito termina onde começa o direito do próximo, e se o nosso direito interfere no de outra pessoa, algo está errado. Infelizmente minha mãe foi uma das poucas a tentar ensinar isso a seus filhos, ou eu fui um dos poucos que aprendi alguma coisa. Abaixo apresento as provas que fortalecem a minha tese de que uma crise social se aproxima, com velocidade incerta, caminhos imprecisos e conclusão imprevisível.
Caso 1: Onde termina o direito de usar a buzina.
Eu moro em uma rua pequena, mas que apesar disso, apresente um tráfego relativamente grande, por ser usada como retorno por muitos motoristas. Ela faz esquina com outra rua de grande tráfego, o que provoca pequenos congestionamentos, e faz com que o sinal demore um pouco para abrir, e com isso, aparece o problema da buzina. Motoristas usam este recurso como querem, sem lembrar que pessoas moram naquela rua, que pessoas dormem, e que especialmente naquela rua, vivem muitas pessoas idosas. Não importa a hora, dia ou noite, basta o sinal ficar verde, que imediatamente o cidadão enfia a mão na buzina sem respirar, como se os carros da frente fosse desaparecer para que ele passe sossegado. Alguns débeis mentais chegam ao ponto de apertar a buzina antes mesmo de seu carro parar, só de ver que o sinal ficou verde ou algum carro à sua frente não está andando. Paciência! Pra mim e para eles! Outra coisa irritante é o uso da buzina para chamar pessoas, porteiros, etc. Algumas bestas param o carro, 11 horas da noite, meia-noite, e ficam tocando a buzina pra alguém descer, ou chamar o porteiro, e esquecem que pessoas já estão dormindo, descansando, se preparando para a saga do dia seguinte. Eu recentemente iniciei uma revolta na minha rua. Quando esses buzineiros sem mãe começam a fazer seu escândalo, costumo, em dias de péssimo humor, chegar à janela e gritar para que "façam coisas feias" com a buzina. Aparentemente alguns moradores da rua gostaram da iniciativa, pois ultimamente, quando os buzineiros aparecem, uma gritaria incrível se ouve na rua, o que tem inibido alguns delinqüentes motorizados. Melhor assim...
Caso 2: Quem vai chegar primeiro?
Existe uma corrida impressionante na saída da estação final do metrô, onde passo diariamente, para ver quem tira primeiro o pai da forca ou a mãe sei lá de onde. Basta a porta abrir para muitos saírem empurrando os outros, se apertando para entrarem juntos na escada rolante, e não querem nem saber de quem está na frente. Pedir desculpas então seria ridículo. O Importante é eu chegar na frente, já que é o que eu quero, e que se dane quem ficou pra trás, quem está sendo empurrado, homem, mulher, criança ou idoso. O que importa sou eu. O resto é resto. E assim caminha a humanidade...
Novos casos virão, aguarde...
A cada dia, cada mês, cada ano que se passa, mais eu vejo as pessoas caminharem de mãos dadas, não em direção a uma vida melhor, mas a uma crise social. O jeitinho brasileiro nunca foi tão presente na vida das pessoas, e nunca o eu foi tão mais importante do que o próximo. Não sou nenhum socialista/anarquista que espere divisão igualitária de renda e trabalho, mas o mínimo está faltando às pessoas: Respeito.
Minha mãe me ensinou que o nosso direito termina onde começa o direito do próximo, e se o nosso direito interfere no de outra pessoa, algo está errado. Infelizmente minha mãe foi uma das poucas a tentar ensinar isso a seus filhos, ou eu fui um dos poucos que aprendi alguma coisa. Abaixo apresento as provas que fortalecem a minha tese de que uma crise social se aproxima, com velocidade incerta, caminhos imprecisos e conclusão imprevisível.
Caso 1: Onde termina o direito de usar a buzina.
Eu moro em uma rua pequena, mas que apesar disso, apresente um tráfego relativamente grande, por ser usada como retorno por muitos motoristas. Ela faz esquina com outra rua de grande tráfego, o que provoca pequenos congestionamentos, e faz com que o sinal demore um pouco para abrir, e com isso, aparece o problema da buzina. Motoristas usam este recurso como querem, sem lembrar que pessoas moram naquela rua, que pessoas dormem, e que especialmente naquela rua, vivem muitas pessoas idosas. Não importa a hora, dia ou noite, basta o sinal ficar verde, que imediatamente o cidadão enfia a mão na buzina sem respirar, como se os carros da frente fosse desaparecer para que ele passe sossegado. Alguns débeis mentais chegam ao ponto de apertar a buzina antes mesmo de seu carro parar, só de ver que o sinal ficou verde ou algum carro à sua frente não está andando. Paciência! Pra mim e para eles! Outra coisa irritante é o uso da buzina para chamar pessoas, porteiros, etc. Algumas bestas param o carro, 11 horas da noite, meia-noite, e ficam tocando a buzina pra alguém descer, ou chamar o porteiro, e esquecem que pessoas já estão dormindo, descansando, se preparando para a saga do dia seguinte. Eu recentemente iniciei uma revolta na minha rua. Quando esses buzineiros sem mãe começam a fazer seu escândalo, costumo, em dias de péssimo humor, chegar à janela e gritar para que "façam coisas feias" com a buzina. Aparentemente alguns moradores da rua gostaram da iniciativa, pois ultimamente, quando os buzineiros aparecem, uma gritaria incrível se ouve na rua, o que tem inibido alguns delinqüentes motorizados. Melhor assim...
Caso 2: Quem vai chegar primeiro?
Existe uma corrida impressionante na saída da estação final do metrô, onde passo diariamente, para ver quem tira primeiro o pai da forca ou a mãe sei lá de onde. Basta a porta abrir para muitos saírem empurrando os outros, se apertando para entrarem juntos na escada rolante, e não querem nem saber de quem está na frente. Pedir desculpas então seria ridículo. O Importante é eu chegar na frente, já que é o que eu quero, e que se dane quem ficou pra trás, quem está sendo empurrado, homem, mulher, criança ou idoso. O que importa sou eu. O resto é resto. E assim caminha a humanidade...
Novos casos virão, aguarde...
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